O departamento de compras pressionou os preços, o armazém recebeu caixas danificadas e a equipe de vendas enfrentou reclamações dos clientes. Cada uma das três partes tem razão: o preço realmente está baixo, as mercadorias estão mesmo danificadas e o cliente realmente não consegue esperar. A causa raiz é que a comparação de preços considerou apenas o valor; a escolha do transportador envolve múltiplos objetivos: cumprimento do prazo, prevenção de danos e perdas, preço e rastreabilidade em caso de irregularidades. Como esses três aspectos não constam na mesma ferramenta, no dia a dia a alocação de pedidos acaba sendo influenciada pela lógica “vamos escolher o mais barato desta vez”.
Uma única ferramenta não é um modelo complexo; ela permite que, a cada decisão, se visualize o custo total.
Como utilizar o scorecard?
Mantenha-o atualizado por rota: prazo prometido, taxa de pontualidade dos últimos três meses, índice de danos, preço unitário e tempo de resposta a sinistros. Na hora da alocação, selecione por padrão a opção com melhor desempenho geral; em casos excepcionais, indique claramente o motivo. Utilize a mesma métrica tanto para licitações quanto para o cotidiano, evitando que, nas licitações, se olhe apenas para o preço e, no dia a dia, se priorize apenas as relações pessoais.
- Registre os danos tanto por nota fiscal quanto pelo valor da mercadoria, para evitar que pequenos danos em notas individuais fiquem perdidos na média.
- O prazo deve ser avaliado com base no recebimento, e não apenas no “já saiu do depósito”.
- Rotas que apresentarem desempenho insatisfatório de forma contínua terão automaticamente sua classificação reduzida ou serão excluídas, sem precisar aguardar a revisão anual.

A comparação de preços deve permitir reconstituir cada remessa individualmente.
Por que esta remessa foi atribuída àquela empresa? É preciso manter na ferramenta a pontuação obtida naquele momento. Assim, em caso de disputa, não será necessário recorrer apenas à memória. O sistema digital da XYN registra no cartão da rota do transportador o prazo de entrega, os danos e os custos; a comparação de preços e a alocação de pedidos utilizam a mesma base de dados. Os custos logísticos diminuem porque se paga menos pelos danos e pelas esperas desnecessárias, e não apenas pelo frete.
Reúna três colunas em uma única ferramenta. Se faltar uma delas, a organização acabará sendo prejudicada justamente nesse ponto.
